Híbrido plug-in (flex?)
O modelo é um híbrido plug-in (PHEV) e será produzido no Complexo Industrial Ayrton Senna, no Paraná. O lançamento comercial do EX5 EM-i está previsto para acontecer até o final de 2026. Será importante ele já ser flex, podendo ser abastecido com gasolina e etanol!
E a novidade não para por aí: a Renault Geely também confirmou que o Geely EX2 começará a ser produzido no nosso soberano país em dezembro de 2026.
Fábrica passou por grande transformação
Para receber os novos produtos da Geely, o Complexo Industrial Ayrton Senna passou por uma ampla modernização no início deste ano.
A fábrica foi preparada para utilizar a arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture), plataforma desenvolvida pela Geely para seus veículos eletrificados.
Com a transformação, a unidade passa a ter capacidade para produzir diferentes tipos de veículos e sistemas de propulsão, incluindo modelos a combustão, híbridos e totalmente elétricos.
Na prática, isso significa que a operação brasileira deixa de ser apenas uma porta de entrada para veículos importados e passa a ter um papel mais importante na estratégia industrial da Geely.

EX5 EM-i será o primeiro Geely produzido nas Américas
O Geely EX5 EM-i será o responsável por inaugurar essa nova fase.
O SUV híbrido plug-in é especialmente importante para a marca porque combina a estratégia de eletrificação da Geely com uma tecnologia que pode ter grande relevância em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda está em expansão.
O segundo nacional, como comentei, será EX2, elétrico que também utiliza a arquitetura GEA.
Geely quer aumentar presença no Brasil
A produção nacional é resultado da parceria estratégica estabelecida entre a Renault e a Geely em novembro de 2025.
O objetivo é acelerar o crescimento da marca chinesa no Brasil e, ao mesmo tempo, aumentar a participação da produção local de veículos com baixas ou zero emissões.
Além da fábrica, a estratégia envolve a expansão da rede de concessionárias Geely no país, criando uma estrutura mais ampla para vendas, atendimento e pós-venda.
Ariel Montenegro, presidente e CEO da Renault Geely do Brasil, classificou o início da produção como um momento histórico para a marca. “O início de fabricação do primeiro veículo Geely no Brasil é um momento histórico para a marca Geely e, também, para a Renault Geely do Brasil.”
Já Jianjun Chen, diretor comercial da Geely do Brasil, destacou que a produção nacional reforça a estratégia de longo prazo da empresa no mercado brasileiro.
O que isso representa para o mercado brasileiro?
A produção do Geely EX5 EM-i e, posteriormente, do EX2 coloca a marca chinesa em uma posição diferente daquela ocupada por fabricantes que atuam apenas com modelos importados.
E esse talvez seja o ponto mais interessante dessa história.
A Geely está chegando novamente e diferente ao Brasil, com carros eletrificados, fábrica, expansão da rede de concessionárias e uma arquitetura desenvolvida para diferentes tipos de motorização.

Vai funcionar?
Agora resta descobrir como essa estratégia vai funcionar na prática para o consumidor brasileiro — principalmente em aspectos como preço, equipamentos, autonomia, consumo, disponibilidade de versões, e, especialmente, pós-venda e custo de manutenção.
Se esses pontos forem competitivos, a produção nacional pode ajudar a Geely a deixar de ser apenas mais uma marca chinesa no mercado brasileiro, como ela foi no passado, e passar a disputar espaço de maneira mais consistente entre os fabricantes já estabelecidos por aqui.
Por enquanto, uma coisa já está definida: o EX5 EM-i abriu oficialmente a porta da fábrica brasileira da Renault para a Geely. E o EX2 vem logo atrás.
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