
Boa notícia! A produção de veículos no Brasil continuou a subir em abril de 2026!
Produção
Os números informados pela Anfavea foram positivos: 225,8 mil unidades, alta de 2,4% sobre abril de 2025. Mais convincentes são os resultados do primeiro quadrimestre que somaram 872,6 mil veículos leves e pesados e superaram em 4,9% o mesmo período do ano passado, mesmo com dois dias úteis a menos.
Exportações
Exportações em queda impediram resultados melhores dos fabricantes nacionais. As 142,4 mil unidades mostraram um recuo de 16,9% sobre o primeiro terço do ano passado. Argentina, com sua política econômica desastrosa, o maior cliente do Brasil, encolheu 30%.
Nacional e importado
Uma referência alentadora apontada por Igor Calvet, presidente da Anfavea, foi o crescimento de 15,6% dos veículos de fabricação nacional. Houve um recuo praticamente simbólico dos importados, mesmo sem haver garantia de que o cenário permaneça assim até o final do ano: participação nas vendas de veículos do exterior no primeiro quadrimestre foi de 19,7% em 2025 e de 19,2% em 2026.
Sem desânimo
Este resultado, porém, não desanimou a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) que tem apenas nove marcas associadas, sendo somente duas com produção nacional: BYD (Bahia) e JLR (Rio de Janeiro).
Em razão da base comparativa muito baixa, os percentuais de crescimento são obviamente elevados. Registraram-se 63,5 mil unidades de janeiro a abril de 2026, crescimento de 65,3% frente às 38,4 mil registradas no mesmo período de 2025. Mas aquele volume representou parcela tímida de 9% do total comercializado de veículos leves.
Idade da frota
Outra estatística, desta vez do estudo anual do Sindipeças, mostrou um cenário só um pouco menos preocupante quanto à idade média da frota real circulante (veículos leves e pesados) no País. Em 2025 foi de 11 anos, enquanto em 2024, 10 anos e 11 meses.
Especificamente, no caso de automóveis, o resultado estatístico demonstrou que a frota envelheceu mais do que a média: subiu de 11 anos e 2 meses para 11 anos e cinco meses.
Comerciais leves
Os três meses acima da média contrastam com as mesmas referências para os comerciais leves (manteve-se em oito anos e 11 meses), caminhões (só um mês mais velhos, 12 anos e 3 meses) e ônibus (ligeira melhora de 11 anos e quatro meses para 11 anos e três meses).
Colunista
Coluna Fernando Calmon (antes Alta Roda) aborda temas de variado interesse na área automobilística: comportamento, mercado, avaliações de veículos, segredos, técnica, segurança, legislação, tecnologia e economia. A coluna semanal é reproduzida em mais de 80 sites, portais, jornais e revistas brasileiros. Começou em 1º de maio de 1999.
ESSA COLUNA NÃO REFLETE NECESSARIAMENTE O QUE PENSA O BLOGUEIRO.
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